sexta-feira, 13 de julho de 2012

Alfredo de Musset - O Poeta do Amor

Este livro foi escrito por Maurice Allem e traduzido por Celestino da Silva sendo publicado em 1957 pela Editora Vecchi Ltda. Musset foi um grande poeta onde do próprio coração, extraiu a matéria para versos e prosa. Alexandre Dumas, na obra Os Mortos Vão Depressa, escreveu: "Pobre Musset! Creio que em rigor foi uma das mais desconsoladas almas da nossa época.
Citação da obra: "(...) Por mais dolorosos que tenham sido os nossos amôres, é preciso, pois, purificar-lhes a lembrança de todo o amargor e de todo o pesar." 

Fonte da imagem: arquivo pessoal sergio/elane
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quarta-feira, 11 de julho de 2012

Incapacidade não se prova com fatos!

A incapacidade de um ministro *
A demissão de Rodrigues Junior na pasta da Guerra, no gabinete Lafaiete (Brasil Império), havia constituído um escândalo nos arraiais políticos. Explicando à Câmara o seu ato, o presidente do Conselho déra a perceber que êste fôra motivado pela ignorância do seu ex-companheiro de gabinete.
- Decline V.Ex. um fato! - aparteou, furioso, o acusado.
E Lafaiete, brutal e imperturbável:
- A incapacidade não se próva com fatos!

* Alfredo Pujol - Discurso de recepção na Academia Brasileira de Letras.
Extraído originalmente do Livro: O Brasil Anedótico, p. 14.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Minha razão de viver (1988)

O livro Minha Razão de Viver - memórias de um repórter que faz parte do meu acervo e foi publicado em 1988, na sua 9ª edição. A obra foi escrita pelo jornalista Samuel Wainer (1912-1980) que foi um dos maiores repórteres brasileiros de todos os tempos, e isso já bastaria para que o país desejasse conhecer suas memórias. Grandes repórteres quase sempre se transformam em relevantes testemunhas da História, e à luz de seus relatos fica mais fácil compreender como foi certa época num determinado país, e como eram os homens a quem coube desempenhar papéis decisivos, e com se deram exatamente os fatos.

Citação: 

"(...) Getúlio tomou posse a 31 de janeiro de 1951, em meio a uma imensa celebração popular. A esmagadora maioria da imprensa reagiu com frieza, com reportagens que de modo algum refletiam o que efetivamente ocorrera. Contrariando as previsões, o presidente Dutra compareceu à cerimônia de transmissão do cargo. Getúlio entrou no Catete carregado pelo povo, foi um espetáculo magnífico. Eu sabia que contribuíra decisivamente para que aquilo ocorresse, sentia-me vaidoso. Assisti à festa no meio do povo, a sós com minha vaidade. Foram cenas rigorosamente inesquecíveis, mas a imprensa procurou ignorá-las." (p. 125) 



Fonte da imagem: arquivo pessoal sergio/elane
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segunda-feira, 9 de julho de 2012

O escravo e Dom Pedro

O escravo coroado *

Em uma das suas audiências aos sábados, em que atendia a toda a gente, recebeu D.Pedro II no Paço da Bôa Vista um preto velho, que se queixava dos maus tratos de que era vítima.
- Ah, meu Senhor grande, - lamentava-se o mísero, - como é duro ser escravo!
O Imperador encarou-o, comovido.
- Tem paciência, filho, - tranquilizou-o.  - Eu também sou escravo... das minhas obrigações, e elas são muito pesadas! As tuas desgraças vão minorar...
E mandou alforriar o preto.

Extraído do livro: O Brasil Anedótico, p. 14
(*) Taunay - "Reminescências", vol. I, pag. 107


Gregório de Mattos - Obras (1928)

Este livro é uma das publicações da Academia Brasileira de Letras, como um dos Clássicos Brasileiros da Literatura, edição de 1929 pela Oficina Industrial Graphica. Esta publicação constam poemas e sonetos do Autor relacionado às coisas Sacras e, assim, a fé e religiosidade de Gregório de Mattos para com o Cristianismo, como este soneto, oferecido a "Jesus Christo Nosso Senhor":


PEQUEI, senhor; mas não porque hei peccado,
Da vossa alta clemencia me despido;
Porque quanto mais tenho delinquido,
Vos tenho a perdoar mais empenhado.


(p. 91)

Fonte da imagem: arquivo pessoal sergio/elane
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sexta-feira, 6 de julho de 2012

Lei do Ventre Livre - os bastidores da votação

SANGUE E FLÔRES*

Votava-se no Senado a Lei do Ventre Livre, a 28 de setembro de 1878. Nas tribunas do Senado, repletas, apareciam as figuras mais eminentes do mundo diplomático, e entre essas, o ministro dos Estados Unidos. A discussão do projeto, foi brilhante e vigorosa, sob a presidência de Abaeté. E quando, pela votação, se verificou a vitória de Rio Branco, o povo que enchia as galerias irrompeu em manifestações ao grande estadista, lançando-lhe sôbre a cabeça braçadas e braçadas de flôres.
Terminada a sessão, o ministro dos Estados Unidos desceu ao recinto para felicitar o presidente do Conselho e os senadores que haviam votado o projeto. E colhendo, com as próprias mãos, algumas flôres, das que o povo atirára a Rio Branco, declarou:
- Vou mandar estas flôres ao meu país, para mostrar como aqui se fez dêste modo, uma lei que lá custou tanto sangue!


* Tobias Monteiro - Pesquisas e depoimentos, p. 34. Mantida descrição original do livro O Brasil Anedótico ( p. 12).

Corpo Traído, o (1979)


Este livro foi escrito por Alexander Lowen em 1910, um psicanalista com longa experiência no auxilio a pessoas com problemas emocionais, descobriu, em seu trabalho, que muitos de seus clientes na verdade negavam as experiências, necessidades e sentimentos reais de seus próprios corpos. Nesta obra ele descreve as razões destes problemas, ilustrando com casos dramáticos. Entre os assuntos abordados neste estimulante livro encontram-se os seguintes: a capacidade que o corpo possui de se satisfazer: a relação direta entre a respiração e sensações de prazer corporal; a recompensa de aceitarmos nosso próprio corpo e a restauração da capacidade de ter prazer através de exercícios especiais. A tradução do original, em língua inglesa, ocorreu em 1967. Esta obra foi publica em 1979 pela Summus Editorial. 

CITAÇÃO

"O indivíduo desesperado geralmente não está consciente de que abriga uma força demoníaca dentro de si. Ele racionaliza a sua conduta, ou a desculpa com base na sua impotência e desesperação. Ele acha-se identificado com seu demônio e é incapaz de vê-lo objetivamente. A força demoníaca, neste estágio, é parte da estrutura de caráter da pessoa, a qual o ego tem o compromisso de defender. É como um cavalo de Tróia dentro dos muros da cidade, cujo perigo insidioso o ego falha em enxergar..." (p. 131). 


Fonte da imagem: arquivo pessoal sergio/elane
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