terça-feira, 14 de agosto de 2012

Últimas palavras do Visconde de Rio Branco

A Agonia do Gigante (*)

Vítima de um ataque de uremia, o Visconde do Rio Branco agonizava, cercado pela família e pelos amigos. Pálido como cêra, os olhos cerrados, tentava, de quando em quando, erguer o braço, no seu gesto de orador, deixando escapar frases que davam idéia do seu delírio.
- Senhor presidente... - exclamou, grave: - peço a palavra...
Momentos de silêncio. E depois:
- Peço licença para falar com muita pausa devido ao meu melindroso estado de saúde...
Novo silêncio. Em seguida:
- Não perturbem a marcha do elemento servil...
E com energia, na frase derradeira:
- Confirmarei diante de Deus tudo quanto houver afirmado, diante dos homens!...
Momentos depois, era a morte.

Visconde do Rio Branco

Extraído originalmente do Livro: O Brasil Anedótico, p. 21 e 22.  

* Tunay - "Homens e Cousas do Império", pag. 87.


Um comentário:

  1. Olha que porreta! José Maria da Silva Paranhos, O Visconde do Rio Branco era baiano de Salvador ocupou vários cargos no Brasil, inclusive, de Senador vitálicio, homem integro, professor e graduado em matemática era também marçon, muitos o confundem com o seu filho José Maria da Silva Paranhos Júnior, o Barão do Rio Branco.

    Muito bom esse poste, pena que muitos não venham aqui beber dessa fonte do saber.

    O Sibarita

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